Quando fecho os olhos e penso na minha infância, lembro dos anos 1990 pelas ruas de Haedo. Minha mãe pedalando sua bike e eu, com 4 anos, sentada atrás numa cadeira de brinquedo. Ela estudava para o próximo exame de psicologia e eu explorava um mundo de apostilas e silêncios. Aprendi por osmose que somos um oceano inteiro — com a parte consciente sendo apenas a pontinha do que realmente somos.
Aos 8 anos, meu pai me ensinou que questionar é um ato de liberdade. Ele cresceu sob o silêncio de uma ditadura — onde questionar era perigoso. Me deu a liberdade que lhe foi negada. Esse exercício me levou a me formar como socióloga.
Mas a sociologia e a psicanálise não davam conta do mistério que eu sentia pulsar. Como adulta, me reencontrei com o Cosmos — para integrá-lo numa visão de mundo crítica, que considera o social, o inconsciente e o simbólico, e que rejeita os dogmas. Mergulhei no Tarô e na Astrologia, descobrindo neles as pontes para ir ao encontro do Cosmos — e dialogar com os arquétipos universais que carimbam a alma.
Entendi, finalmente, que nenhum ser humano se explica por uma única linguagem. Somos o resultado vivo de um entrelaçamento profundo entre três forças: o inconsciente que nos habita com seus desejos e repetições, a história que nos molda através das estruturas sociais, e o cosmos que nos atravessa com sua dimensão simbólica e arquetípica.
Meu ofício como Detetive do Tempo nasceu da necessidade de sustentar essa tensão — e escutar essas três camadas juntas.
Quando fecho os olhos e penso na minha infância, lembro dos anos 1990 pelas ruas de Haedo. Minha mãe pedalando sua bike e eu, com 4 anos, sentada atrás numa cadeira de brinquedo. Ela estudava para o próximo exame de psicologia e eu explorava um mundo de apostilas e silêncios. Aprendi por osmose que somos um oceano inteiro — com a parte consciente sendo apenas a pontinha do que realmente somos.
Aos 8 anos, meu pai me ensinou que questionar é um ato de liberdade. Ele cresceu sob o silêncio de uma ditadura — onde questionar era perigoso. Me deu a liberdade que lhe foi negada. Esse exercício me levou a me formar como socióloga.
Mas a sociologia e a psicanálise não davam conta do mistério que eu sentia pulsar. Como adulta, me reencontrei com o Cosmos — para integrá-lo numa visão de mundo crítica, que considera o social, o inconsciente e o simbólico, e que rejeita os dogmas. Mergulhei no Tarô e na Astrologia, descobrindo neles as pontes para ir ao encontro do Cosmos — e dialogar com os arquétipos universais que carimbam a alma.
Entendi, finalmente, que nenhum ser humano se explica por uma única linguagem. Somos o resultado vivo de um entrelaçamento profundo entre três forças: o inconsciente que nos habita com seus desejos e repetições, a história que nos molda através das estruturas sociais, e o cosmos que nos atravessa com sua dimensão simbólica e arquetípica.
Meu ofício como Detetive do Tempo nasceu da necessidade de sustentar essa tensão — e escutar essas três camadas juntas.